Gingando pela Paz no Haiti

Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Rosas e espinhos

Posted by flaviosaudade em 13/06/2009

 

As manifestações Estudantis

 

A vida nos reserva surpresas… Trabalhava em dois textos por alguns dias para postar aqui no blog. No primeiro, de título “Nacionalidade… Criança!”, refletia sobre este momento tão rico da existência humana e de como desejo manter viva esta essência em mim. O Segundo, “Um país pobre, ou um pobre país”, chamava mais uma vez a atenção para como as notícias sobre o Haiti já não correspondem mais à realidade hoje. E quando estava prestes a postá-los… recebi uma notícia de que algumas manifestações haviam irrompido em Porto Príncipe. Aliás, bem próximo de nós. 

A princípio pensei que a situação seria rapidamente resolvida e que tudo voltaria ao normal. Pelo menos o normal em se tratando de Haiti. No entanto tendo o problema tomado uma dimensão maior decidi esperar para um pouco mais para postar os textos, pois ambos por um momento me pareciam bem contrários a situação e [talvez] não coubesse falar de flores quando só o que se consegue ver são pedras pelo chão.   

Vamos a um breve relato da situação. 

 

Policiais em prontidão enquanto estudantes fazem manifestação

 

Estudantes universitários reinvidicam o aumento do salário mínimo, de 3 para 5 dólares/dia. Cassambas de lixo reviradas, pedras, pneus queimados, alguns carros e um posto de gasolina incendiados, estudantes presos, feridos, cocktail molotov, bombas de gás lacrimogêneo… É mais ou menos este o cenário até o momento. Com apenas um agravante: segundo soube, entre os universitários parece que haver pessoas que não são estudantes e que aproveitam a situação de instabilidade para cometer crimes, como furtos ou mesmo para fazer desordem. 

 

 

Acredito que tais manifestações tenham fundo político; senão de todo, pelo menos parte. Não é a primeira vez na história em que se aproveita uma ocasião como esta para desestabilizar governos. [principalmente quando não estão tão estabilizados…] Neste sentido, é difícil precisar quando a situação será normalizada. Enquanto isso não acontece, lutamos para conseguir dar continuidade às nossas aulas em Bel-Air, que até o momento não oferece risco de manifestações, é bom que se saiba. Entramos e saímos em ruas tentando evitar as áreas de conflito e os congestionamentos. Nem sempre é possível, e algumas vezes damos de cara com manifestantes. Damos meia volta e procuramos algum caminho alternativo. 

Por fim, cheguei a conclusão que manifestações ou qualquer tipo de problemas não irão fazer com que eu deixe de acreditar que as coisas estão e serão melhores. Que embora hajam pessoas que optem por promover a desordem e o caos, também existem aqueles que escolhem trabalhar pelo diálogo e pelo entendimento. Que apesar de ainda não conseguir ver as flores, tenho certeza que elas serão uma realidade um dia, cedo ou tarde; apesar das pedras que teimam em retardar o seu nascimento. E é por esta mesma razão, por não abrir mão de cultivar a esperança, uma das flores mais belas dentre tantas outras, que não deixei de postar os outros dois textos, que seguem logo abaixo.

Anúncios

Uma resposta to “Rosas e espinhos”

  1. I also used the translator to read this, and was inspired, i had to write about student myself. In sweden there is a big debate about how some art students have expressed themselves recently. see you soon!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: