Gingando pela Paz no Haiti

Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Brasil, meu Brasil brasileiro

Posted by flaviosaudade em 18/03/2009

Base Aérea de Boa Vista

Base Aérea de Boa Vista

Estar no Brasil é motivo de muita alegria. Reencontrar a família, amigos, lugares traz-me um sentimento impossível de traduzir em palavras. Porém, ainda que à sombra daquilo que verdadeiramente são, para compartilhá-los é preciso assumir que as palavras, de certa ou de errada forma, limitam os sentimentos. No entanto, fica o esforço e a certeza que a intenção em certos momentos realmente valem muito. 

Apesar da emoção, é impossível manter o mesmo olhar para tudo aquilo que fora visto. Após a experiência de estar fora por algum tempo as coisas parecem ter um espírito difente, ainda que a roupagem continue a mesma na maior parte delas. Tudo parece ter mais movimentos e chamar mais a atenção; atentamos para coisas e fatos que até então não tínhamos nos dado conta. Outro mundo parece surgir, coisas parecem nascer e renascer. E assim foi quando vi tremular a Bandeira na Base de Boa Vista. Senti-me renascer. 

A viagem do Haiti para o Brasil não fora nada tranquila. E digo isso pelo meu coração correr na frente e toda viagem parecer demasiadamente demorada. O meus ponteiros não acompanhavam os da máquina voadora, definitivamente. E fiquei assim, com o olhar voltado para o horizonte em busca de algum sinal que me anunciasse a chegada.  

 

 

Saudade e Jody

Saudade e Nody

 

Estavam no vôo, além da tripulação, o sargento Kalazans, que voltava de um ano de missão, e um haitiano que estava prestes a realizar o seu sonho que é de muitos outros: viver no Brasil. Nody, esse era o seu nome, estava à caminho de Belo Horizonte, onde irá cursar medicina. E a julgar pela sua coragem, não tenho dúvidas de que ele se tornará um excelente médico. Quiça ele possa inspirar outros mais a seguir o mesmo caminho e mesmo auxiliá-los para que também eles possam lutar pelos seus sonhos, ainda que em terras distantes.  Tive o prazer de acompanhá-lo até a rodoviária no Rio de Janeiro e vê-lo seguir rumo ao futuro.

 

Mas nada seria possível não fosse a ajuda de algumas pessoas. Assim, gostaria de registrar meu profundo agradecimento ao Embaixador do Brasil no Haiti Sr. Igor Kipman e sua esposa, a Embaixatriz Roseana AbenAthar Kipman, que muito tem nos apoiado, de maneira que não nos sentimos tão distantes de casa, ao General Lanzellotte, ao Comandante Luiz Octávio, responsável pelo destacamento de segurança da Embaixada, ao Ten Cel. Joaldi, sempre muito atencioso ao nos receber no embarque, a tripulação do Hércules e a Força Aérea Brasileira.

 

 

 

 

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