Gingando pela Paz no Haiti

Relatos de um capoeirista em terras haitianas

E a capoeira chega no Haiti

Posted by flaviosaudade em 13/01/2009

 

 

 

A capoeira chegou ao Haiti, país considerado o mais pobre das Américas, porém que carrega o título de primeira revolução anti-colonial a sair vitoriosa na América Latina e a primeira bem sucedida a ser promovida por escravos no mundo. Terra sofrida onde a expectativa de vida é de 45 anos, em que a maioria das pessoas vivem em situação de extrema dificuldade, desprovidas das condições mais essenciais para uma vida digna.

  

Patrimônio cultural brasileiro, à caminho para tornar-se patrimônio de toda a humanidade, a capoeira chega ao Haiti com o objetivo principal de compartilhar saberes e contribuir para a geração de uma nova consciência. E a presença do projeto Gingando pela Paz aqui, como a capoeira noutras paragens, é a prova concreta da sua força para a união e partilha de conhecimento entre os povos. Presente em mais de 150 países, encantando pessoas de diversas idades, diferentes nacionalidades, promovendo a relação entre classes sociais, ela é um produto da inteligência humana à serviço do seu desenvolvimento e bem-estar. E é responsabilidade de cada um de um, mestres, educadores, membros das instituições ligadas à cultura, ao esporte, a educação que isso se concretize da melhor forma. 

 

Mestre Pastinha, um dos maiores ícones da história da capoeira, disse um dia que a capoeira é para evoluir o espírito. Acredito que esta evolução se dê no sentido da humanizacão das pessoas. Que é exatamente neste universo onde a sua contribuicão é mais latente. Os tempos são outros e nos convida para uma nova consciência onde já não cabe a reproducão de atitudes e comportamentos que contribuíram senão para a desunião e enfraquecimento do nosso seguimento.

 

 

É chegada a hora de abandonar recentimentos e celebrar aquilo que nos une e nos faz forte. Cabe  a nós educadores, praticantes e admiradores atuar no sentido da construção de um diálogo profícuo onde todos compartilhem um único objetivo: o bem da humanidade. Este é o símbolo maior pelo qual devemos sempre lutar, pois independente por quem seja e onde quer que esteja a humanidade é uma só.

 

Neste blog desejo compartilhar um pouco da experiência de ensinar a capoeira em terras haitianas e da difícil missão de semeiar a esperança em um terreno tão árido. Lembro que trata-se da um trabalho que está apenas no início; nada aqui é uma verdade absoluta. Pelo contrário, tudo está em aberto passível às influências do tempo e sujeito a sofrer modificacões, por tanto. Que serão bem aceitas, devo dizer, posto que tudo na vida está em movimento, modificando, se re-inventando, evoluindo como nossa arte. 

 

 

 

 

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